No começo, tal como escrevi na primeira página do nosso livro, era tudo perfeito, mas o tempo desenrolou como de costume um demónio dentro da perfeição, mas desta vez não foi apenas o tempo que desgastou tudo aquilo para que lutei em tempos, foste tu, e somente tu.
Dei tudo o que tinha por ti, dei tudo o que não tinha para um dia poder vir a ser tua, esvaziei o meu coração completamente para ele ser apenas teu, libertei a minha mente para ela pensar apenas em ti, amarrei as minhas mãos ás tuas para elas lutarem apenas por ti, colei o meu corpo a tua alma, para que ele só te desejasse a ti, tranquei os meus olhos e neles gravei a tua imagem para que eles só te vissem a ti, no céu da minha boca pus o eco do teu nome, para que eu apenas gritasse e chamasse por ti.
Mas a verdade é que destrúis-te tudo o que construi para nós, destruis-te tudo o que eu pensava ser nosso, incluindo a minha bomba vermelha.
Mas sabes?
Hoje, desisto, desisto de lutar por uma pessoa como, por alguém que não dá sequer um passo por mim, e já me fez correr meio mundo por um simples sorriso no seu rosto.
Hoje, voltei a encher o meu coração, a prender a minha mente, a libertar as minhas mãos, a separar o meu corpo, a abrir os meus olhos {e desaguei o último rio que neles nasceu HOJE} e no céu da minha boca gravei não o teu nome , mas a palavra fim.
Porque hoje foi o nosso fim, o fim do nosso livro, guardei esse mesmo livro na nossa gaveta, na nossa ANTIGA gaveta.
Adeus